Sabe aquele dia que você acorda sorrindo? Que tudo está ótimo. Que tudo tá perfeito. Que você sabe que a sua vida vai mudar. Que você acorda pulando. Sabe esse dia perfeito? Que acontece de vez em quando? É, eu aprendi a receita para ele.
-Giulia Veiga

As folhas balançam lá fora. O céu parece brilhar. O clima está adorável. O dia está me convidando para andar ao ar livre. Porém, estou presa a um papel. Tendo que transcrever sentimentos que não me pertencem. Eu até gosto disso. Me sinto útil. Do que adiantaria andar lá fora se a beleza do dia acabaria e eu ficaria sozinha no escuro? Prefiro aqui, me tornando melhor amiga das palavras e inimiga dos sentimentos. Prefiro aqui, escrevendo emoções.
-Giulia Veiga
(Brasília, 23 de Maio de 2012. Sala de aula. 16:20h)

Os pensamentos invadem minha mente novamente. Palavras soltas formam um simples e pequeno texto. Meus métodos para distração não estão funcionando muito bem. Se minha cabeça se enchesse de sentimentos e sensações boas, seria tão maravilhoso. Mas não, são angústias, coisas ruins que nunca tinha sentido antes. Eu espero que a felicidade que residia em mim, esteja alegrando outra pessoa nesse momento. Uma pessoa que viva uma vida triste. Assim, minha agonia valeria a pena.
-Giulia Veiga
(Brasília, 23 de Maio de 2012. Sala de aula. 15:58h)

Medos, inseguranças, mentiras, problemas. O mundo está cheio deles e parece que foram todos transferidos para minha mente. Tento me concentrar em outras coisas, mas é impossível. Os pensamentos invadem minha cabeça de modo surpreendente, me deixando nervosa. Todo o peso dos erros humanos jogados em mim. O único meio de me livrar deles é transcrevendo-os para o papel, porém, nesse momento, só piora tudo. Minha agonia é intensa, chega a me preocupar. O que está acontecendo? No começo, parecia tão bom, agora, me parece um castigo.
-Giulia Veiga
(Brasília, 23 de Maio de 2012. Sala de aula. 14:05h)